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Creative Teams, a nossa experiência

junho 25, 2009

Creative Team, em inglês, Equipe de Criação na nossa língua. Acredito que a maioria saiba o que significa, mas pras que chegaram recentemente no scrap, ser parte de um CT quer dizer que a designer te convida pra criar com os produtos dela. Você não paga um centavo e ela ganha exposição. Todo mundo ganha. 🙂

A nossa equipe toda faz ou já fez parte de CTs. A maioria teve o máximo de 5 CTs ao mesmo tempo, no auge, coom exceção da Dani, que já criou para 12 designers/lojas diferentes ao mesmo tempo. (Sério, como ela dava conta?)

LO da Gabi, pra Kasia

Todo CT tem requerimentos, obrigações que a participante deve cumprir. O mais comum é a designer ou a loja pedir pelo menos 3 ou 4 layouts por mês. Tem designer que não se importa de misturar produtos com outras concorrentes, já para outras você só pode usar produtos exclusivos dela (ou da loja). E é aí que o bicho pega. E quando você não gosta muito de um lançamento? A Dani já se viu nessa situação. “Recentemente pedi demissão de um time porque não conseguia mais criar com os produtos, e eram obrigatórios. Quando é o caso, eu tento usar pouco do kit, se puder misturar eu misturo, uso os elementos bem pequenos.” A Aninha Amorim concorda: “É dureza criar com um kit que a gente não se identifica muito.”

LO da Fê Pacheco, pro After Five Designs

Outra coisa meio chata de participar de CT é o tempo que gastamos não só criando (essa é a parte boa), mas publicando os layouts em diversas galerias e catando os links pra mostrar pras chefinhas que o trabalho foi feito. “Eu tinha que fazer isso num dos meus CTs e perdia tempo demais”, confessa Léa, que hoje só faz parte do CT da loja Scrapblog.

E praticamente todas concordam que a pressão pra criar com lançamento é outro ponto negativo de ter CT. Todas nós temos a vida atarefada e não é sempre que dá pra criar pra data de lançamento do produto. A Fê Pacheco, que cria para o DigiChick, não gosta quando não consegue cumprir os prazos de entrega. Ninguém gosta, claro. Tem designer que dá pouco tempo de antecedência. Eu diria que avisar pelo menos uns 5 dias úteis seria o ideal, mas não é sempre que acontece.

LO da Mic, pra Kate Hadfield e Scrapblog

E a parte boa?

A primeira, claro, é ter os produtos de graça. Quem não gosta de um freebiezinho? 😉 Mas não é só isso. Em muitos casos, principalmente em equipes de designers particulares (e não loja), cria-se uma amizade legal entre as participantes do CT e a designer. “Nos CTs que eu participei sempre foi muito divertido. Sempre fiz amigas e conheci pessoas de lugares diferentes do mundo”, revela Mic, que recentemente realizou o seu sonho de CT e cria agora para Kate Hadfield. Outra coisa legal da interação com outras scrappers é que você acaba conhecendo estilos diferentes. Segundo a Gabi, que é do CT da Lynne-Marie, isso contribui pra nossa própria inspiração.

LO da Léa, para a loja Scrapblog

E pra participar de CT? Como faz?

São praticamente duas formas: ou a designer ou loja faz uma chamada (call) convidando scrappers a se inscreverem, ou é por convite direto. Quem tá começando às vezes fica com receio de se inscrever nas chamadas. Mas não é pra ficar assim não, segue o conselho da Pacheco: “Só consegue quem tenta… e nada de ter vergonha e achar que não vai conseguir, pois é como eu sempre falo ‘o não a gente já tem, o que vier é lucro'”. As três maiores comunidades de scrap têm tópicos onde as designers publicam as chamadas, o DST, o DSA e o MSA. Os blogs das designers e das lojas também são ótimas fontes pra saber quando vai rolar call.

Mas não fique afobada e saia se inscrevendo em tudo quanto é chamada não! A Gabi sugere você se inscrever em chamadas de designers de que realmente gosta: “Esta atividade é para ser divertida… se deixar de ser é melhor cair fora.” Por quê? A Dani responde: “Quem é que vai aguentar o stress de criar com produtos ruins ou que não agradam depois?”

Meu LO, pra Lili

E não tenha medo de receber um não. Muitas de nós já fomos rejeitadas. E nem sempre tudo é perdido! Às vezes não entramos na equipe fixa, mas ganhamos um mês – ou mais – como convidadas (guests). Foi assim com a Aninha Amorim, que se inscreveu na chamada pra Dani Mogstad, recebeu um não, mas foi considerada pra vaga de convidada temporária.

Convite pessoal também rola, mas é mais difícil. Você tem que ser super ativa nos fóruns e galerias pras designers te notarem. Comprar os produtos também ajuda, porque a designer já sabe que você gosta do estilo dela.

LO da Dani, pra Kate Hadfield


E quando está puxado demais?

Pede a conta, simples assim. No auge dos CTs da Mic, ela percebeu que tinha perdido o prazer de fazer scrap, era só obrigação. Aí saiu de alguns mais puxados e a situação melhorou. A mesma coisa já aconteceu com a Aninha Amorim: “Era uma maratona, às vezes estressante, me fez repensar muito sobre o scrap em minha vida. Hoje tô mais light, mais feliz com minhas criações e com espaço prá vida real.”

Viram só como não é só moleza? Mas se você souber escolher, se a equipe combinar com o seu estilo, é uma delícia!

LO da Aninha Amorim, pra Lili

E vocês? Qual é o seu CT dos sonhos? O que mais gosta ou menos gosta de ser parte de CT? Conta pra gente!

anapaula.jpg

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